MÃE ÁFRICA

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HÁ LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA QUE SÃO TÃO TERNAS…

“O marido já não é o namorado. O marido é apenas o marido. Ela anseia por mais, muito mais…”

“Há lembranças da infância que são tão ternas que as continuamos a afagar e desejamos que os sentimentos que as movem permaneçam inalterados. Porém, tudo se move: as gentes e as coisas. É próprio do mundo e da naturezza a mudança”

“Fugir das tentações é fugir da juventude”

“O que faz definhar nossas mulheres é a melancolia que graça neste país”

“Não existe a mulher ideal. Existe a mulher que é melhor para ti. Confio que tu a saberás reconhecer”

“Estou condenado ao degredo nesta choldra ignóbil”

(Eça de Queiroz, Os Maias)

Mia (Angela Miazaki), AMOR MAIOR! Entrega e Cumplicidade

“Se o teu corpo ainda guarda o Meu prazer / E o meu corpo está moldade com o teu”

 

(…)      

É na soma do seu olhar
Que eu vou me conhecer inteiro
Se nasci pra enfrentar o mar
Ou faroleiro

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela acredita
Tem um olho a pestanejar
E outro me fita

(…)

(Chico)

INCONTESTE DESEJO, Angela Miazaki

Meu Anjo,
Ando a repetir demasiadamente palavras e declarações rasgadas de carinho e de sentimento. Talvez pelo excesso (e isso depende do ponto de vista de quem observa) e pelo “doce” adorno de palavras, n’algum momento possam parecer piegas ou mesmo non sense minhas atitudes que querem representar um estado de espírito, de consciência e de alma que experencio neste exato momento.
 
 
Seria legítima a pergunta, a ideia-suporte da dúvida acerca de tanta vontade de me declarar e demonstrar este sentimento que me invade em pouco tempo. Por que disso? Talvez eu não saiba… Não na medida exata do que geralmente nossa cultura cartesiana, racionalista e pragmática exige quando somos confrontados por fatos reais e que colocam nossas ‘certezas’ à prova. Não sei, portanto, dar a informação exata e convincente nos moldes daquilo que muitas vezes querem de nós.
 
 
SÓ SEI É SENTIR!
 
Não quero, nesse quesito, nessa altura da minha vida, nesse despontar de caminho novo e sustentável com você, garimpar respostas lógicas e coerentes ao sabor dos padrões racionalistas e ocidentais. Quero “transbordar” efetivamente de paixão, quero “engasgar” de amor. Necessito concretizar em minha alma e em minha pele-mente-coração cada palavra, cada dor, cada alegria, cada musicalidade, cada desejo, cada ardor, cada prazer e cada paixão de cada letra e frase de Vinícius de Moraes, na mais profunda experiência de amor e carinho que quero ter: e é com você! 
Não posso prometer ceretzas exatas, tal qual a equação da vida e da realidade num jogo matemático; muito menos posso querer essa promessa como retorno. Mas posso desejar na medida exata do espaço que tenho e da necessidade que me sustenta amar absurdamente. E você me motiva, me ajuda, me completa, como vem fazendo neste momento.
 
E é por isso que lhe ofereço esse simples vídeo (e que talvez até o tenha visto), mas que por não saber muito como explicar o que me assalta a razão e que me faz gostar com essa intensidade, possa pelo menos indicar o que me espera em relação a você: amar incomensuravelmente. E quero!
“Pois todos os caminhos me encaminham pra você”
Com paixão,
 
seu SEMPRE.

À GUISA DE UMA INTRODUÇÃO PESSOAL…

 Salut.

Depois de alguma ‘guerra’, licenciei-me plenamente em Ciências Sociais pela FCL – Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus de Araraquara/SP, ao final de 1999. Em 2003, frequentei a especialização em História, Sociedade e Cultura na PUC/SP e, em seguida, o mestrado como aluno ouvinte e, logo, como especial na mesma instituição em Educação: História, Política e Sociedade – EHPS.

Deveras o sabor de novos ares e ambiente ser muito apreciado por mim, infelizmente a ‘refeição’ desse conhecimento foi interrompida: as velhas e conhecidas companheiras que atendem pelo nome de contingências financeiras se atreveram desafiar a continuidade de ‘minha guerra’. Como professor de instituições privadas de ensino superior e de escolas, particulares e públicas de ensino fundamental e médio, a obrigação do sustento familiar e até do deslocamento para o trabalho prevaleceu.

“Uns passarão, outros passarinho…” E meu voo continuou.

Agora também numa Universidade Pública, primeiro como designado, depois como efetivado: veio a UEMG de Frutal. Novas esperanças, velhos ranços (políticos, sobretudo!), 2006 veio e mais um passo consegui: a especialização em Gestão e Exercício da Docência no Ensino Superior. Lacunas de minha atuação e conhecimento foram, dentro do possível, preenchidas.

Novas batalhas, sobretudo em função da busca pessoal por uma dissertação e, doravante, de uma tese (e exclamo: para satisfazer um desejo pessoal, embora o pragmatismo da titulação seja um imperativo categórico que muitas vezes não servirá de lastro para o amor ao ato de buscar conhecimento e de educar!), novas batalhas ainda precisam ser travadas. Mas as ‘amigas’ contigências financeiras sempre dão o ar da graça! Meus dois filhinhos, que moram longe de mim na companhia de sua mamãe, já se posicionaram duramente: não gostam dessas minhas amigas. Elas não me deixam buscar meu desejo pessoal.

E assim, aqui na UEMG, vamos travando a ‘peleia’ de uma forma sustentável, mas que ano após ano diminui nosso fôlego para continuar.

Em julho de 2008, em Tomar (foto: rua da Sinagoga com Convento de Cristo ao alto), terras portuguesas acima de Santarém e abaixo de Coimbra, num congresso da APDR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, pude presenciar que os empecilhos dessa nossa vida são universais. Os mundos interagem, mas agora espero que para melhorar nossas vidas, e não diminuir nosso fôlego!

Rua da Sinagoga - Convento de Cristo ao alto - Tomar/Portugal

Novo desafio, neste ano, na construção da tessitura do real: eis a OSCIP Oika Tecnologia & Inovação brotando… Um outro mundo é possível!

Enquanto isso, este espaço talvez me ajude a dissipar as armas da vida e reencontrar o encanto da esperança e do diálogo em virtude de um humanismo compartilhado, o que a Universidade não mais consegue, pelo menos para mim, oferecer na totalidade que deveria ser plausível.

E ainda é inverno…