HÁ UM ANO, DOIS ANOS… AS IDEIAS AINDA SÃO AS MESMAS

Há um ano o sítio do Correio da Cidadania (http://www.correiocidadania.com.br/), em seu tópico Cultura, dava espaço a um desabafo meu sobre esse famigerado Feliz dia do professor. Uma vez por ano aqueles que comandam, coordenam, fazem política de boa vizinhança, políticos, empresários e até mesmos aqueles que espontaneamente sentem e pensam o que expressam verdadeiramente, lembram dessa figura quase esquecida e debochada por muitos: o/a professor/a. Escrevem, falam, relatam expressões como “obrigado por existir”, “quanta devoção”, “sua missão é maravilhosa” etc. etc.

Engraçado é que no dia em que se comemora a data da categoria, muitos de nós, em sua maioria, somos vilipendiados, sofremos desmandos políticos e administrativos em todas as instâncias por pessoas que não entendem pedagógica, conceitual e empiricamente de nada, do preparo e da execução de um plano de ensino, da chatice e aborrecimento bestial e burro dos diários à mão (Sim! Eles ainda existem!), da leitura de biliografias, do planejamento, dos valores éticos, históricos, filosóficos e sociológicos que há por trás de qualquer aula e prática docente, do dia-a-dia dos debates, de que não somos  gado vacum que só cumpre ordens, pois nós precisamos, muitas vezes, contestar ordens e com embasamento (pelo menos deveria ser assim) etc. e tal. Somos mal-pagos, quando somos pagos, e ainda, em instituições públicas, às vezes em reuniões somos obrigados a ouvir a máxima do descrédito e desrespeito acerca de nossa profissão: “o Estado paga mal, mas paga direitinho”. Já ouvi isso em 2 oportunidades na universidade em que sou professor.

Por  isso retomo um texto, na verdade um desabafo, de dois anos atrás, porém publicado exatamente há um pelo Correio da Cidadania, pelo qual  exponho a falácia do pragmatismo acadêmico no que se refere à prática docente, a alienação do trabalho do professor e à “regra” do fordismo acadêmico. Tomo a liberdade de sugerir sua leitura pelo link:

 http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2449/9/

Por  isso afirmo que não estou convencido, ainda, de que devo – junto aos colegas de todas as esferas da educação – comemorar algo.

Abraços

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